Riscos à saúde em academias: o que revelam os casos em Fortaleza

Fortaleza tem registrado várias mortes de frequentadores de academias ao longo de 2025, gerando preocupações crescentes entre usuários, gestores de clubes de fitness e profissionais de saúde. Casos recentes envolvem pessoas que sofreram mal súbito ou parada cardíaca enquanto treinavam, levantando a questão: o que está por trás dessas fatalidades? Portal GCMAIS+1

Este artigo sintetiza dados locais, informações jornalísticas e explicações de saúde baseadas em pesquisas médicas para esclarecer os fatores que mais comumente contribuem para esses episódios — sem alarmismo e com foco na educação em saúde.

Casos em Fortaleza: o que se sabe até agora

Entre julho e dezembro de 2025, pelo menos cinco mortes de frequentadores em academias foram registradas nas redes de ensino e mídia local na região do Ceará e da capital. As vítimas variavam em idade e local de treino, e as ocorrências incluíram:

  • Aluna que passou mal durante treino na rede SmartFit, Papicu, e não resistiu apesar de atendimento do SAMU;
  • Morte por mal súbito durante aula de spinning em Maranguape;
  • Paradas cardiorrespiratórias e mal súbitos em diferentes unidades e bairros de Fortaleza;
  • Homens que sofreram eventos fatais enquanto se exercitavam em diferentes academias da cidade. Portal GCMAIS+1

Em muitos desses casos, o padrão que aparece nas reportagens é o “mal súbito” ou a parada cardíaca ocorrendo durante a prática física, muitas vezes sem que um diagnóstico detalhado tenha sido tornado público pelas autoridades ou pela família. Bnews

Por que esses eventos acontecem em ambientes de academia?

Embora mortes em academias sejam relativamente raras em termos epidemiológicos, vários fatores podem contribuir para elas — especialmente quando combinados:

  1. Sobrecarga cardiovascular em pessoas com risco não diagnosticado

Exercícios de alta intensidade aumentam dramaticamente a demanda por oxigênio e esforço do coração. Em indivíduos com doença cardíaca silente, hipertensão não controlada, colesterol alto ou histórico familiar de problemas cardiovasculares, essa demanda pode desencadear um evento cardíaco súbito. www.ndtv.com

Nos casos de Fortaleza, relatos jornalísticos indicam que muitos dos falecimentos ocorreram por mal súbito ou parada cardiorrespiratória, algo compatível com esse mecanismo. Diário do Nordeste

  1. Falta de avaliação médica prévia

Muitos frequentadores começam a malhar sem ter feito uma avaliação médica completa, especialmente pessoas com condições subjacentes como hipertensão, sobrepeso ou problemas cardiovasculares. Sem esse exame, alterações silenciosas podem passar despercebidas até que o esforço físico intenso as revele. Portal GCMAIS

  1. Uso de suplementos, estimulantes ou substâncias não orientadas

Pesquisas médicas alertam que o uso de suplementos ou estimulantes sem orientação profissional (como pré-treinos altamente estimulantes ou outras substâncias) pode elevar a pressão arterial, estressar o coração e interferir no ritmo cardíaco, especialmente em treinos intensos. www.ndtv.com

Embora não haja indicação direta de substâncias em todos os casos de Fortaleza, esse é um fator de risco documentado em literatura médica sobre emergências em ambientes de treino.

  1. Treinos intensos sem progressão

Iniciar treinos muito intensos sem progressão gradativa — por exemplo, passar de sedentário a treino vigoroso de uma semana para outra — pode provocar um estresse físico exagerado no organismo, potencializando riscos de eventos adversos. www.ndtv.com

  1. Falta de suporte imediato e equipamentos de emergência

Especialistas em saúde pública e pesquisadores de segurança em academias destacam a importância de presença de profissionais treinados em primeiros socorros e de equipamentos como desfibriladores externos automáticos (DEA). A ausência desses recursos pode reduzir as chances de sobrevivência em eventos cardíacos repentinos ou traumas durante o treino. GoalValor

O que a ciência diz sobre mortes em academias

Estudos internacionais sobre parada cardíaca em ambientes de exercício apontam que esses eventos são mais frequentemente associados a:

  • Condições cardíacas não diagnosticadas
  • Estresse físico agudo em pessoas não adaptadas;
  • Uso de estimulantes ou substâncias ergogênicas sem acompanhamento;
  • Desequilíbrios eletrolíticos e desidratação, que podem afetar a função cardíaca durante exercícios intensos. www.ndtv.com

Importante: o exercício em si não é a causa, mas sim as combinações de fatores de risco existentes no indivíduo e as condições do ambiente de treino.

Prevenção: o que usuários e academias podem fazer

Para reduzir riscos e tornar o ambiente de treino mais seguro, recomenda-se:

Para os usuários:

  • realizar avaliação médica antes de iniciar ou intensificar treinos;
  •  conhecer seu histórico de saúde cardiovascular;
  • progredir gradualmente na intensidade de exercícios;
  • evitar estimulantes sem orientação profissional.

Para as academias:

  • Oferecer supervisão técnica qualificada para todos os níveis de treino;
  • Dispor de protocolos de emergência e equipamentos de primeiros socorros;
  • Treinar equipe para reconhecer sinais de alerta de exaustão ou mal-estar;
  • Orientar usuários sobre riscos e como treinar com segurança.

Conclusão

As mortes registradas em academias de Fortaleza ao longo de 2025 — diversas delas associadas a mal súbito e parada cardíaca durante o treino — refletem uma combinação de fatores de saúde individuais e desafios no ambiente de exercício. Embora não se trate de um fenômeno exclusivo da cidade, o número de ocorrências chama a atenção para a necessidade de prevenção, avaliação médica e acompanhamento profissional adequados.

A educação em saúde e a organização de espaços de treino seguros podem reduzir significativamente esses eventos, transformando a busca por melhoria física em um processo sustentável e seguro.

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